Thursday, July 13, 2006
Diz que há prai uns festivais
Não sirvo pra nada, não faço nada da vida, não sou nada. Basicamente é isto. Bem... e feitas as apresentações vinha aqui falar dos festivais de verão se puder ser.
Festivais de verão são cerca de imensissimérrimos, por isso acho melhor só falar de três que senão isto ia demorar algum tempo que eu posso usar, por exemplo pra cortar as unhas.
Portanto temos o Sudoeste que provavelmente é que chama mais gente por ser o mais mainstream...isto cá pra mim o cartaz é uma bela poia de ratazana que comeu peixe podre mas daquele mesmo podre...mas enfim há quem goste e gostos não se discutem...
Palco tmn
3 de Agosto - Gentleman / Mattafix / Brazilian Girls
4 de Agosto - Prodigy /Goldfrapp / TIGA
5 de Agosto - Daft Punk / Skin / Boss AC
6 de Agosto - Zero 7 / Xutos & Pontapés
Palco Planeta Sudoeste
3 de Agosto - Seu Jorge
4 de Agosto - Nouvelle Vague
5 de Agosto - Los de Abajo / Who Made Who
6 de Agosto - Final Fantasy / José Gonzales / Rui Vargas
Palco Positive Vibes
4 de Agosto - Max Romeo
5 de Agosto - Sir Giant
6 de Agosto - Anthony B / Israel Vibration
O palco tmn, é para esquecer...Os zero 7 e os prodigy não são suficientes para compensar tamanha quantidade de porcaria que vai andar por este palco...O palco planeta sudoeste já tá melhorzinho que o tmn. É um palco mais calmo, com música mais calma(e neste caso muito melhor) que o palco principal! A banda de versões Nouvelle vague é na minha opinião do melhor que há neste palco. Por fim no Palco Positive vibes que anda pela onda do reagge e do ska actua um Músico Português, o Sir Giant...há se ser bom, não sei...Este é mesmo o pior cartaz dos três festivais! Os preços não são assim muito caros(70€ para quem não comprou antes de 31 de Março. Esses pagaram menos 10 €).
Depois temos um festival montes de hype que é o Paredes de Coura. Apesar de não ter um cartaz tão bom como no ano passado, tem algumas coisas boas que não são de deixar passar sem ir ver. Eu cá vou! Pena que seja tão caro. Passe de 4 dias+ viagem são 120€
Dia 14 (festa de apresentação)
Warren Suicide / Miguel Quintão / Optimo Dj´s / Corsage / Bandex
Dia 15
Palco heineken paredes de coura
Morrissey / Fischerspooner / Broken Social Scene / Madrugada / Gomez / White Rose Movement
Palco after hours
X-Wife / Digitalism
Dia 16
Palco heineken paredes de coura
Bloc Party / yeah yeah yeahs /Gang of four / Eagles of death metal / We are scientists Members of the public / Nightmare of You
Palco after hours
Panico / Dj Kitten
Dia 17
Palco heineken paredes de coura
Bahaus / The Cramps / !!!(chk chk chk) / Shout ou Louds + bandas por confirmar
Palco after hours
Selfish Cunt / Justice
No primeiro vou lá ver o Morrissey, broken social scene e madrugada... Nada de especial este dia. Agora dia 16 --> tipo respeito! não há uma banda que não adore. dia 17 espero que os bahaus e os !!!(chk chk chk) repitam o que já fizeram em paredes de coura e que mandem aquilo tudo abaixo. Outro clássico são os the cramps. Claramente o melhor dos três festivais!
O festival de Vilar de Mouros este ano está bastante bom(para o estilo que é) . Pelo que eu percebi este ano há três palco e um deles muda de tema todos os dias. O 1º dia vai ser a Tenda 1971, o segundo Tenda 1982 e no último dia vai ser a Tenda rock.
Dia 21
Palco VDM - Sepultura / Xutos & Pontapés / Mojave 3 / The vicious five / Deluxe
Palco Original - Banda da G.N.R. / Kussondulola / Soundsista's / Mofyah Sound System
Tenda 1971 - 7 Magnificos
Dia 22
Palco VDM - Iggy & the Stooges / Tricky / Taxi / The Datsuns / Mau
Palco Original - Quarteto João Guimarães / João da onça / Sativa /In Ghetto Sound System / Youth Culture
Tenda 1982 - Dead Combo / Durruti Column / 7 Magnificos
Dia 23
Palco VDM - Cradle of Filth / Moonspell / Soulfly /Mosh / Hundred Reasons / Banda de Poi
Palco Original - Cinemuerte / The temple / Twentyinchburial
Tenda Rock - Led On / Phill Case / Rock is not dead
Divirtam-se metaleiros...Sepultura e Soulfly no mesmo festival numa altura em que o Igor Cavalera também deixou os Sepultura. Será que vai haver porrada? Para comemorar os 35 anos a organização vai trazer, 35 bandas e os passes de 3 dias custam 35 €. Granda iniciativa esta de meter os passes tão baratos. É mais barato o passe neste festival que um bilhete para um dia num dos outros dois festivais.
Para concluir: Sudoeste - Não vale mesmo a pena...Festival manhoso! Paredes de Coura - Por um lado tem o melhor cartaz dos três festivais, mas é o mais caro. Vilar de Mouros - O cartaz está bom, e o preço melhor ainda!
Monday, July 10, 2006
Eternal Sunshine of the spotless mind..
[In the house on the beach]
Joel: I really need to go. I should catch my ride.
Clem: So go.
Joel: I did. I thought, maybe you were a nut. But you were exciting.
Clem: I wish you had stayed.
Joel: I wish I had stayed to. Now i wish i had stayed.. I wish I had done a lot of things. I wish i... I wish I had stayed. I do.
Clem: Well i came back down the stairs and you're gone..
Joel: I walked out, i walked out the door..
Clem: why?!
Joel: I don't know.. I felt like I was a scared little kid. I was like.. I was too nervous.. I don't know..
Clem: You were scared?
Joel: Yeah. I thought you knew that about me. I ran back to the bonfire, trying to outrun my humiliation.
Clem: Was it something I said?
Joel: Yeah, you said so go.. with such disdain you know?
Clem: Oh, I'm sorry.
Joel: It's ok.
Clem: Joely? What if you stayed this time?
Joel: I walked out the door. There's no memory left.
Clem: Come back and make up a goodbye at least, let's pretend we had one...
....Goodbye, Joel.
Joel: ...I love you...
Clementine: [whispers] Meet me... in Montauk...
Tuesday, June 06, 2006
Convegsa da Tgueta..
[00:59:40] Maya ? [: VA BLOQEIA LA
[00:59:41] Maya ? [: :P
[00:59:48] ø A?!?håx: parvaaaaaaaaaaaaaaaaa
[00:59:51] Maya ? [: xD
[00:59:52] ø A?!?håx: pára de dizer isso
[00:59:59] ø A?!?håx: eu nn te faço issso!150
[01:00:24] Maya ? [: (qe cinismo meu Deus..devias ir pa actriz..)
[01:00:25] Maya ? [: LOL
[01:01:08] ø A?!?håx: :n gosto mais de ti
[01:01:14] Maya ? [: GOSTAS SIM
[01:01:17] Maya ? [: eu eq mando
[01:01:34] ø A?!?håx: parva! má!
[01:01:37] ø A?!?håx: feia!
[01:01:40] Maya ? [: n sou mais tua amiga :'(
[01:01:45] ø A?!?håx: nojenta mal cehirosa
[01:01:56] Maya ? [: qem diz e qem é
[01:02:04] ø A?!?håx: tas.te a ver ao espelho
[01:02:08] ø A?!?håx: ah ah
[01:02:10] Maya ? [: (toma)
[01:02:32] ø A?!?håx: enfia no cuuu a ver s dá musicaa!
[01:02:33] Maya ? [: NAO TOU A LER NAO TOU A LER, NAO TOU A LER
[01:02:35] Maya ? [: NAO TOU A LER
[01:02:37] Maya ? [: NAO TOU A LER
[01:02:48] ø A?!?håx: parva da merdaaaa
[01:02:48] Maya ? [: NAO TOU A LER
[01:02:53] ø A?!?håx: vou chamar o senhor tobias
[01:02:54] Maya ? [: NAO TOU A LER
[01:02:57] Maya ? [: ai nao
[01:02:57] ø A?!?håx: e tu vais ter medo
[01:02:58] Maya ? [: n faças isso
[01:03:03] Maya ? [: senao eu chamo o sr horacio
[01:03:05] ø A?!?håx: ai faço faço
[01:03:06] Maya ? [: e dps eles andam a porrada
[01:03:10] ø A?!?håx: ai nao quero saber
[01:03:13] ø A?!?håx: nao tenho medo
[01:03:16] ø A?!?håx: sou mais forte
[01:03:16] Maya ? [: ai nao?
[01:03:18] Maya ? [: vais ver!!
[01:03:25] ø A?!?håx: ai é? ai é?
[01:03:37] ø A?!?håx: eu tenho aqui a minha super bazuca raios laser!
[01:03:39] ø A?!?håx: e agr?
[01:04:00] Maya ? [: e eu tenho a minha hiper metrelhadora
ultra-violetas e infra-vermelhos
[01:04:04] Maya ? [: AHHHHHHH
[01:04:04] Maya ? [: TOMAAA
[01:04:15] ø A?!?håx: aaah essa n cabia ai no quarto!
[01:04:17] ø A?!?håx: mentirosa!
[01:04:19] Maya ? [: ai nao?
[01:04:21] Maya ? [: entao comeq coube?!
[01:04:25] ø A?!?håx: LOOOL
[01:04:28] Maya ? [: LOL
[01:04:28] ø A?!?håx: tive q me rir
[01:04:32] ø A?!?håx: olha pa isto pa!
[01:04:33] ø A?!?håx: xD
[01:04:42] ø A?!?håx: putefia pa
[01:05:26] ø A?!?håx: fds, agr é q é crl
[01:05:31] ø A?!?håx: mas qem é q manda aqui?
[01:05:41] ø A?!?håx: vou dormir e nao ha mais discussoes
[01:05:47] ø A?!?håx: qem é q poe o pao na mesa?
[01:05:56] ø A?!?håx: aiii a miuda
[01:05:57] Maya ? [: qem eq mija de pe??
[01:06:53] ø A?!?håx: eu mijo de cocoras (n sei s é assim q se
escreve) e dai?
......
E isto é o pão nosso de cada dia..
Monday, May 15, 2006
Thursday, May 04, 2006
Artista Incompreendido
Vou falar-vos um pouco sobre mim. Escrevo num caderno quadriculado numa aula de Religião e Moral, depois de uma garrafa de Martini e uns dez cigarros. Embora já tenham todos desaparecido imagino-os aqui. Um cinzeiro a transbordar de beatas e cinzas espalhadas por todo o lado emanam um odor de tabaco extinto. A garrafa de vidro verde está entornada, as últimas gotas de líquido tinto a serem derramadas para o topo desta folha. Não me dou sequer ao trabalho de limpar. Esta é uma das características que adquiri com a vida: preocupo-me com muito pouco.
O meu maço não está longe, coberto por um isqueiro de estimação com números amarelos: 1944. Mal consigo ver esta imagem. Os meus olhos fecham-se, as minhas mãos entrelaçam-se e tremem em volta desta pena de plástico. Não consigo encostar a cara à mesa, não mo permite o meu protuberante nariz. Suspiro.
A ininterrupta ladainha destes professores de colégio privado irrita-me. Muito do que aprendi nem foram eles que me transmitiram, em parte porque não podem. Sou diferente, é um facto, não especialmente bonito, passo despercebido facilmente. Estas palavras parecem grotescamente inconsistentes, de modo que imaginem-me como bem desejarem. Para além do mais não estou com cabeça para estas descrições chatas.
Música, gosto. Serve os meus propósitos. Liberto-me deste stress urbano-depressivo arrancando notas da minha guitarra eléctrica com alguns amigos mais velhos. Entendam urbano-depressivo não como uma doença ou uma depressão de nome rebuscado, mas como uma perspectiva, um modo de ver as coisas. Lembrem-se do Bairro Alto, das luzes das ruas desertas que dão um brilho opaco ao asfalto, das infindáveis bebedeiras que é preciso curtir agarrado a um caixote do lixo de cabeça à roda e um cheiro a café, tabaco e uísque. Pensem no som do “Screen”, naqueles momentos em que metemos a cabeça entre as pernas depois de uma sessão de shots na vã tentativa de esquecer um amor falhado, nos candeeiros de Alcântara às sete da manhã, nos poemas soturnos ao pôr-do-sol de Lisboa, nos sótãos que servem de quarto a músicos como eu, rodeados de maços de Marlboro e garrafas vazias de Martini.
O meu nome não interessa, não faz diferença, dêem-lhe o vosso. Sou músico, escritor e outra coisa que logo verão, que nem sequer é compatível com as duas primeiras. Sou um homem em guerra civil consigo próprio, como diria Platão.
Levo o cigarro à boca e puxo com força. Já não estou na aula de Moral, (estou na de Matemática) mudei de sítio a meio deste texto. No entretanto, passaram muitas ideias sobre como continuá-lo na minha cabeça. Escrevo porque a minha alma ferida o pede, como um moribundo pede láudano. Escrevo porque a dor que sinto leva-me a abstrair-me da estupidez que me rodeia e afundar-me aqui a contar-vos esta história.
Tudo isto é por causa de uma rapariga, de uma mulher, ou como queiram chamar-lhe consoante as diferentes conotações. Claro que isto é óbvio. Cada vez que um homem leva a pena à tinta há, sem dúvida, uma razão feminina por trás. Esta chama-se Clara. Isto é a única coisa a que não me permito mudar o nome. É algo específico, concreto, com um determinado conjunto de características únicas e efeitos no Universo, como uma rosa ou arsénico.
É para ela que canto, que toco, que escrevo. É nela que penso quando estou irritado ou quando acendo um cigarro, ou quando pago a mensalidade. Aqueles cabelos loiros são a borracha que apaga as minhas fúrias. Pode parecer vão, mas é o natural.
Pareço ter vinte e alguns anos, com os problemas que tenho. Na verdade sou mais novo. Sem mais delongas.Esta é a tua história.
Monday, April 03, 2006
erhm...
pois parece que sim.. mas chega ao dia.. isheee, acordas bue tarde.. e de repente olhas a volta.. "e agora, o que é que vou fazer?" sentas-te no pc.. e começas a escrever.. e realmente.. é tudo tao bonito, mas depois ha sempre aquelas pessoas (como eu) que não têm grande coisa para fazer.. ou é porque os outros foram para o cú de judas, ou para a santa terrinha... ou é porque os outros tão ocupados, porque ja combinaram ir nao sei onde com o pessoal... ou é porque eu tenho de ir fazer outras coisas importantes (como por ex. ir entregar o dinheiro á explicadora....), precisamente no dia em que dava para combinar algo interessante com alguem... é frustrante huh? Digamos que é a chamada 'vida turística'... Sem nada para fazer... apenas ir passear a cidade... o que não é propriamente o meu objectivo sendo que ja vi a merda que ela é.. xD Bem, tenho de ir ver o que é que há para comer.. (e é a isto que se resume a minha vida turística..).
Tuesday, March 21, 2006
Wednesday, March 08, 2006
Para sempre...
No mar existem muitas conchas. Umas bonitas e boas, outras más e feias.
Procurei as conchas boas, mas não as encontrei. Estavam partidas ou riscadas. Cortavam.
Até que, um dia, a maré trouxe até mim uma concha. Colorida e transparente. Essa concha abriu-se e eu sentei-me lá dentro. Para sempre...
.................................................................
A gaivota continua bem. Vi-a da minha casa a voar em direcção aos penhascos. "
Tuesday, February 21, 2006
Pois, parece que nem com palavras isto la vai.
Do lado de fora da porta, de mão nervosa e trémula, rasgando a fechadura com a chave, o outro fim daquele elo recuperava forças antes de entrar. O odor a limão açucarado dominava o ar como o acre de uma arma quando é disparada. Era doloroso. Queria esta perto dela, queria tocar-lhe, mas o mero olhar verde esmeralda daquele ser esvaziáva-o.
O bater da porta assinalava sempre algo, fosse bom ou mau. Ambos o sabiam e ambos gostavam de o saber. Naquele amor havia mais que um afecto louco e quente, havia uma silenciosa cumplicidade. Uma troca de olhares, envolvida numa das brisas da noite de Paris, podia prolongar-se por mais tempo que uma conversa.
Separava-os apenas uma parede. Os dois olhando para a porta, ouvindo o som do silêncio que quebrariam em breve, aproveitando-o. Aproveitando sim, aproveitando a certeza do que aconteceria a seguir, deleitando-se com os últimos e divinos segundos de uma espera que teria apenas um desfecho possível. Um afecto maduro e astuto, cheio de ardis amorosos.
A esquina da porta do quarto era a última etapa desta odisseia. Ao contorná-la, viu aquilo porque já esperava e ansiava. Ela, deitada, coberta de uma camisa de dormir azul escura, boca entreaberta e mão estática no ar, preparada para ser deitada de novo aos lábios. Fixava o vazio da varanda aberta, sabendo, todavia, que os olhos dele seguiam o mais ínfimo dos seus movimentos. O cabelo castanho mel, do qual pendia uma franja que lhe chegava aos olhos, espalhava-se pelos seus ombros como um manto de ouro. Descrição vã, mas inteiramente verdadeira. É impossível descrever tão divino ser sem cair em entusiasmos fúteis. Mas que olhos, que boca, que mãos, que braços! Algo que só um deus poderia criar. Ela sabia-o e usava este seu poder. Lia-lhe os pensamentos como as letras de um livro aberto à luz do sol.
- Então? – pergunta propositadamente banal.
- O costume – resposta banal. Sem sorrisos. Os dois olhando para direcções estranhas. Deitou-se ao lado dela, deixando que a sua essência lhe invadisse o corpo e o desiquilibrasse. Os seus lábios penetraram nas colinas daquele pescoço. Sempre que ali entrava perdia-se, e parecia-lhe que o labirinto também. Ela debatia-se com pequenos sussurros e encolher de ombros. Virou-lhe finalmente a cara, languidamente, com um enorme e brilhente sorriso.
Agradeço que continuem a comentar. São aceites insultos, ainda.
Sunday, February 19, 2006

Há amor amigo
Amor rebelde
Amor antigo
Amor da pele
Há amor tão longe
Amor distante
Amor de olhos
Amor de amante
Há amor de inverno
Amor de verão
Amor que rouba
Como um ladrão
Há amor passageiro
Amor não amado
Amor que aparece
Amor descartado
Há amor despido
Amor ausente
Amor de corpo
E sangue, bem quente
Há amor adulto
Amor pensado
Amor sem insulto
Mas nunca, nunca tocado
Há amor secreto
De cheiro intenso
Amor tão próximo
Amor de incenso
Há amor que mata
Amor que mente
Amor que nada, mas nada
Te faz contente, me faz contente
Há amor tão fraco
Amor não assumido
Amor de quarto
Que faz sentido
Há amor eterno
Sem nunca, talvez
Amor tão certo
Que acaba de vez
Há amor de certezas
Que não trará dor
Amor que afinal
É amor,
Sem amor
O amor é tudo,
Tudo isto
E nada disto
Para tanta gente
É acabar de maneira igual
E recomeçar
Um amor diferente
Sempre , para sempre
Para sempre
Sunday, February 05, 2006
O que a porcaria do amor faz a um gajo
Tudo se desenrolou num espaço de poucos segundos. Hélène separou a sua boca da de Bourget, olhando-o depois profundamente, examinando cada detalhe de nervosismo que ele deixava transparecer. Num gesto ponderado e delicado, como todos os que fazia, retirou o fio de ouro que pendia do seu pescoço e colocou-o na mão de Bourget.
- Para que te lembres de mim – disse. Pôs a mão na fivela da pasta que o pobre rapaz trazia na mão e arrancou-a secamente, fazendo com que o conteúdo da mala caísse no chão de mármore rosado. – isto é para que me recorde de ti – virou-se e seguiu o seu caminho, deixando Bourget com os pápeis e o coração aos pés, ouvindo o som do silêncio.
Ora faz favor de comentarem por favor. Aceitam-se insultos. Importante mesmo. Proximos episodios para breve.
Wednesday, February 01, 2006
Porque é que não se acende a luz?
Cântico negro
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há nos meus olhos ironias e cansaços)
E cruço os braços,
E nunca vou por ali...
A minha gloria é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre da minha Mãe.
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam os meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Porque me repetis: "Vem por aqui"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
(...) Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?
Corre nas vossas veias sangue velho dos avós.
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
(...) Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,
-Sei que nao vou por aí!
Saturday, December 24, 2005
para que saibas...
Eu disse-te aquilo que sentia e tu por ventura acabaste por me dizer que eu não era indiferente....os tempos passaram..os ventos mudaram....mal me disses-te que comigo querias falar..ja nem foi preciso advinhar...
Já não havia qualquer chama da tua parte...isso sabia eu desde que me olhaste naquela tarde...indiferente áquilo que pensas eu não andei a "comer" outras entretanto....não sei como pensas..para meu infeliz espanto..
Agora quero que saibas que aqui dentro ainda arde..
Mesmo depois daquele olhar..naquela tarde..
Amigos até ao fim eu prometo...embora sejas sempre aquela miuda arisca...
Mas é como o ditado diz:
"Quem não arrisca..não petisca"
Algo...
P.S: Em meu nome, em nome do J&B e do bRaIn_DaMaGe (equipa do blog) desejo a TODOS um Feliz natal com muitos presentes e muita alegria! :D
Saturday, December 17, 2005
Monoteísmo
Monday, November 28, 2005
Wednesday, October 26, 2005
Hip-Hop, uma cultura ou uma obrigação?
Jovens ja desde os seus 10 11 anos começam a ser "educados" pelos mais velhos para só ouvir o hip-hop tuga, esquecem que o país tem musica porque esta veio essencialmente do fado.Quer queiram quer não foi o fado que lançou as inspiraçoes para novos tipos de musica de origem portguesa mas claro, nunca excluindo o facto de o hip-hop ter nascido alguras no continente americano, mas sim foi o fado que impulcionou musica em portugal.
O que quero explicionar aqui é que, sendo jovens ou não existe uma grande quantidade de pessoas que ao só ouvirem o hip-hop tuga, pareçe que se esquecem que existe mais mais musica em Portugal e no mundo.Quando confrontados com outros tipos de muscia fazem aquela cara de "mete-nojo" e dizem que não presta, mas esquecem-se porém, aquele pequeno pormenor de dizer antes "eu acho que...", porque só ouvindo aquilo tipo de musica nunca conseguem apreciar outros.
Quando lhes é perguntado, "como é que consegues só oucir isso?" - A resposta frequente é "Não percebes a cultura não podes perceber a musica".Mas será que só o hip-hop tuga é que tem cultura?tao e o fado, o fandango,a chamada musica pimba, as muscias populares, não teem cultura?é só a musica que eles ouvem é que tem?
Deixo isto no ar...
peace and luv @ \/
Sunday, October 16, 2005
Drogas leves
Hoje em dia na sociedade já é muito comum passar e ver algum jovem a enrolar uma no seu cantinho sem ninguem o chatear, então mas porquê? Será que a humanidade chegou ao bom senso de que desde que não chateêm ninguem ninguem os vai chatear??
A coisa já não se torna tão simples quando o caso lhes entra pela porta a dentro.Tou a falar claro dos filhos ou filhas adolescentes que essas pessoas possam ter.Nesse caso as pessoas já procuram ajuda nos consultórios de aconselhamento para jovens mas mesmo assim há aqueles cotas que já sabem o que a casa gasta porque já passaram por ali e depois tomam as medidas mais bruscas e por vezes as mais erradas.Não quero dizer que há uma solução 100% fiável para resolver a situação, a ganza sempre irá existir quer queiram quer não, mas claro que ninguem quer que alguem da nossa família ou amigo mt intimo saia prejudicado por bafar umas...
É este o estado da sociedade hoje em dia aqui em portugal porque sendo um país com a economia tão rebaixada como está, o tráfico de drogas leves parece ser um "dinheiro fácil" que algumas pessoas ganham á pala de adolescentes, que apenas querem apanhar a moca.
Eu apenas escrevi sobre isto porque infelizmente (sim eu disse infelizmente porque não me gabo) também as fumo..se estiveres a ler isto e estavas a decidir experimentar, não o faças...não serve de nada..vai antes á tasca e pede um jarro dos grandes de sangria apanha uma tosga que é bem melhor...=D peace



