Monday, April 03, 2006
erhm...
pois parece que sim.. mas chega ao dia.. isheee, acordas bue tarde.. e de repente olhas a volta.. "e agora, o que é que vou fazer?" sentas-te no pc.. e começas a escrever.. e realmente.. é tudo tao bonito, mas depois ha sempre aquelas pessoas (como eu) que não têm grande coisa para fazer.. ou é porque os outros foram para o cú de judas, ou para a santa terrinha... ou é porque os outros tão ocupados, porque ja combinaram ir nao sei onde com o pessoal... ou é porque eu tenho de ir fazer outras coisas importantes (como por ex. ir entregar o dinheiro á explicadora....), precisamente no dia em que dava para combinar algo interessante com alguem... é frustrante huh? Digamos que é a chamada 'vida turística'... Sem nada para fazer... apenas ir passear a cidade... o que não é propriamente o meu objectivo sendo que ja vi a merda que ela é.. xD Bem, tenho de ir ver o que é que há para comer.. (e é a isto que se resume a minha vida turística..).
Tuesday, March 21, 2006
Wednesday, March 08, 2006
Para sempre...
No mar existem muitas conchas. Umas bonitas e boas, outras más e feias.
Procurei as conchas boas, mas não as encontrei. Estavam partidas ou riscadas. Cortavam.
Até que, um dia, a maré trouxe até mim uma concha. Colorida e transparente. Essa concha abriu-se e eu sentei-me lá dentro. Para sempre...
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A gaivota continua bem. Vi-a da minha casa a voar em direcção aos penhascos. "
Tuesday, February 21, 2006
Pois, parece que nem com palavras isto la vai.
Do lado de fora da porta, de mão nervosa e trémula, rasgando a fechadura com a chave, o outro fim daquele elo recuperava forças antes de entrar. O odor a limão açucarado dominava o ar como o acre de uma arma quando é disparada. Era doloroso. Queria esta perto dela, queria tocar-lhe, mas o mero olhar verde esmeralda daquele ser esvaziáva-o.
O bater da porta assinalava sempre algo, fosse bom ou mau. Ambos o sabiam e ambos gostavam de o saber. Naquele amor havia mais que um afecto louco e quente, havia uma silenciosa cumplicidade. Uma troca de olhares, envolvida numa das brisas da noite de Paris, podia prolongar-se por mais tempo que uma conversa.
Separava-os apenas uma parede. Os dois olhando para a porta, ouvindo o som do silêncio que quebrariam em breve, aproveitando-o. Aproveitando sim, aproveitando a certeza do que aconteceria a seguir, deleitando-se com os últimos e divinos segundos de uma espera que teria apenas um desfecho possível. Um afecto maduro e astuto, cheio de ardis amorosos.
A esquina da porta do quarto era a última etapa desta odisseia. Ao contorná-la, viu aquilo porque já esperava e ansiava. Ela, deitada, coberta de uma camisa de dormir azul escura, boca entreaberta e mão estática no ar, preparada para ser deitada de novo aos lábios. Fixava o vazio da varanda aberta, sabendo, todavia, que os olhos dele seguiam o mais ínfimo dos seus movimentos. O cabelo castanho mel, do qual pendia uma franja que lhe chegava aos olhos, espalhava-se pelos seus ombros como um manto de ouro. Descrição vã, mas inteiramente verdadeira. É impossível descrever tão divino ser sem cair em entusiasmos fúteis. Mas que olhos, que boca, que mãos, que braços! Algo que só um deus poderia criar. Ela sabia-o e usava este seu poder. Lia-lhe os pensamentos como as letras de um livro aberto à luz do sol.
- Então? – pergunta propositadamente banal.
- O costume – resposta banal. Sem sorrisos. Os dois olhando para direcções estranhas. Deitou-se ao lado dela, deixando que a sua essência lhe invadisse o corpo e o desiquilibrasse. Os seus lábios penetraram nas colinas daquele pescoço. Sempre que ali entrava perdia-se, e parecia-lhe que o labirinto também. Ela debatia-se com pequenos sussurros e encolher de ombros. Virou-lhe finalmente a cara, languidamente, com um enorme e brilhente sorriso.
Agradeço que continuem a comentar. São aceites insultos, ainda.
Sunday, February 19, 2006

Há amor amigo
Amor rebelde
Amor antigo
Amor da pele
Há amor tão longe
Amor distante
Amor de olhos
Amor de amante
Há amor de inverno
Amor de verão
Amor que rouba
Como um ladrão
Há amor passageiro
Amor não amado
Amor que aparece
Amor descartado
Há amor despido
Amor ausente
Amor de corpo
E sangue, bem quente
Há amor adulto
Amor pensado
Amor sem insulto
Mas nunca, nunca tocado
Há amor secreto
De cheiro intenso
Amor tão próximo
Amor de incenso
Há amor que mata
Amor que mente
Amor que nada, mas nada
Te faz contente, me faz contente
Há amor tão fraco
Amor não assumido
Amor de quarto
Que faz sentido
Há amor eterno
Sem nunca, talvez
Amor tão certo
Que acaba de vez
Há amor de certezas
Que não trará dor
Amor que afinal
É amor,
Sem amor
O amor é tudo,
Tudo isto
E nada disto
Para tanta gente
É acabar de maneira igual
E recomeçar
Um amor diferente
Sempre , para sempre
Para sempre
Sunday, February 05, 2006
O que a porcaria do amor faz a um gajo
Tudo se desenrolou num espaço de poucos segundos. Hélène separou a sua boca da de Bourget, olhando-o depois profundamente, examinando cada detalhe de nervosismo que ele deixava transparecer. Num gesto ponderado e delicado, como todos os que fazia, retirou o fio de ouro que pendia do seu pescoço e colocou-o na mão de Bourget.
- Para que te lembres de mim – disse. Pôs a mão na fivela da pasta que o pobre rapaz trazia na mão e arrancou-a secamente, fazendo com que o conteúdo da mala caísse no chão de mármore rosado. – isto é para que me recorde de ti – virou-se e seguiu o seu caminho, deixando Bourget com os pápeis e o coração aos pés, ouvindo o som do silêncio.
Ora faz favor de comentarem por favor. Aceitam-se insultos. Importante mesmo. Proximos episodios para breve.
Wednesday, February 01, 2006
Porque é que não se acende a luz?
Cântico negro
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há nos meus olhos ironias e cansaços)
E cruço os braços,
E nunca vou por ali...
A minha gloria é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre da minha Mãe.
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam os meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Porque me repetis: "Vem por aqui"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
(...) Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?
Corre nas vossas veias sangue velho dos avós.
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
(...) Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,
-Sei que nao vou por aí!
Saturday, December 24, 2005
para que saibas...
Eu disse-te aquilo que sentia e tu por ventura acabaste por me dizer que eu não era indiferente....os tempos passaram..os ventos mudaram....mal me disses-te que comigo querias falar..ja nem foi preciso advinhar...
Já não havia qualquer chama da tua parte...isso sabia eu desde que me olhaste naquela tarde...indiferente áquilo que pensas eu não andei a "comer" outras entretanto....não sei como pensas..para meu infeliz espanto..
Agora quero que saibas que aqui dentro ainda arde..
Mesmo depois daquele olhar..naquela tarde..
Amigos até ao fim eu prometo...embora sejas sempre aquela miuda arisca...
Mas é como o ditado diz:
"Quem não arrisca..não petisca"
Algo...
P.S: Em meu nome, em nome do J&B e do bRaIn_DaMaGe (equipa do blog) desejo a TODOS um Feliz natal com muitos presentes e muita alegria! :D
Saturday, December 17, 2005
Monoteísmo
Monday, November 28, 2005
Wednesday, October 26, 2005
Hip-Hop, uma cultura ou uma obrigação?
Jovens ja desde os seus 10 11 anos começam a ser "educados" pelos mais velhos para só ouvir o hip-hop tuga, esquecem que o país tem musica porque esta veio essencialmente do fado.Quer queiram quer não foi o fado que lançou as inspiraçoes para novos tipos de musica de origem portguesa mas claro, nunca excluindo o facto de o hip-hop ter nascido alguras no continente americano, mas sim foi o fado que impulcionou musica em portugal.
O que quero explicionar aqui é que, sendo jovens ou não existe uma grande quantidade de pessoas que ao só ouvirem o hip-hop tuga, pareçe que se esquecem que existe mais mais musica em Portugal e no mundo.Quando confrontados com outros tipos de muscia fazem aquela cara de "mete-nojo" e dizem que não presta, mas esquecem-se porém, aquele pequeno pormenor de dizer antes "eu acho que...", porque só ouvindo aquilo tipo de musica nunca conseguem apreciar outros.
Quando lhes é perguntado, "como é que consegues só oucir isso?" - A resposta frequente é "Não percebes a cultura não podes perceber a musica".Mas será que só o hip-hop tuga é que tem cultura?tao e o fado, o fandango,a chamada musica pimba, as muscias populares, não teem cultura?é só a musica que eles ouvem é que tem?
Deixo isto no ar...
peace and luv @ \/
Sunday, October 16, 2005
Drogas leves
Hoje em dia na sociedade já é muito comum passar e ver algum jovem a enrolar uma no seu cantinho sem ninguem o chatear, então mas porquê? Será que a humanidade chegou ao bom senso de que desde que não chateêm ninguem ninguem os vai chatear??
A coisa já não se torna tão simples quando o caso lhes entra pela porta a dentro.Tou a falar claro dos filhos ou filhas adolescentes que essas pessoas possam ter.Nesse caso as pessoas já procuram ajuda nos consultórios de aconselhamento para jovens mas mesmo assim há aqueles cotas que já sabem o que a casa gasta porque já passaram por ali e depois tomam as medidas mais bruscas e por vezes as mais erradas.Não quero dizer que há uma solução 100% fiável para resolver a situação, a ganza sempre irá existir quer queiram quer não, mas claro que ninguem quer que alguem da nossa família ou amigo mt intimo saia prejudicado por bafar umas...
É este o estado da sociedade hoje em dia aqui em portugal porque sendo um país com a economia tão rebaixada como está, o tráfico de drogas leves parece ser um "dinheiro fácil" que algumas pessoas ganham á pala de adolescentes, que apenas querem apanhar a moca.
Eu apenas escrevi sobre isto porque infelizmente (sim eu disse infelizmente porque não me gabo) também as fumo..se estiveres a ler isto e estavas a decidir experimentar, não o faças...não serve de nada..vai antes á tasca e pede um jarro dos grandes de sangria apanha uma tosga que é bem melhor...=D peace
Wednesday, October 12, 2005
Morto aos 18
O que é a morte? Ir para a cova? Ou viver na cova? Esta é a minha teoria:
quando andamos com os outros putos no recreio da primária queremos ser bombeiros e polícias.
Quando chegamos à quarta classe queremos ser cientistas ou generais.
Quando vamos nos 14 não dizemos porque é preciso é curtir a vida.
Quando acordamos para a vida a meio do Secundário, como se levássemos uma pedra na cabeça, queremos ser a mais absurda das coisas: Juíz Desembargador!!!!!!
Gostava de saber porque desistimos dos nossos sonhos de infância. Eu ainda não desisti. Quero mudar o mundo com as mãos. Não quero ser apenas mais um número de contribuinte, que a única coisa que tem a mais é pagar duas Cisas.
Pelo bem da Humanidade, peço-vos: nunca desistam de ser bombeiros, polícias ou cientistas, porque juízes desembargadores é ao pontapé.
O sonho comanda a vida, nunca ouviram dizer?
Nunca desistam!
J&B
Sunday, October 09, 2005
Monday, October 03, 2005
O meu primeiro beijo
viva afeição que nos impele para o objecto dos nossos desejos;
inclinação da alma e do coração;
objecto da nossa afeição;
paixão;
afecto;
inclinação exclusiva;
DESillusione
Quem diria, as desilusões que podemos apanhar, com próprios seres humanos.. será que alguém me pode dizer caso nunca tenha apanhado uma desilusão com alguem? Penso que a resposta seja nula.. infelizmente.. Infelizmente, é.. E infelizmente, acabo de apanhar uma.. Espero não tar a ser precipitada.. Espero n agir incorrectamente com ninguém, o que já aconteceu...O que está sempre a acontecer por muito que não queiramos.. Para todos os meus mais proximos, o conselho aqui fica: Meçam tudo aquilo que dizem, e a quem o dizem. Não é ditado, mas é certo.. Porque nas desilusões sofremos, porque sofremos demais, porque doi... doi cá dentro..por muito que não queiramos, e por muito qe a desilusão até nem seja de alto nivel... Acho que há alguem, que mais uma vez vai compreender isto tudo perfeitamente... J&B :)



